Diretor do sindicato pedi apoio aos órgãos públicos nos conflitos entre CSN e funcionários da empresa

por Rita Cordeiro publicado 27/04/2018 00h00, última modificação 19/06/2018 11h49
Diretor do sindicato pedi apoio aos órgãos públicos nos conflitos entre CSN e funcionários da empresa

Rafael Ávila - Diretor Sindicato Metabase

Na 13° Reunião Ordinária, da Sessão Legislativa, de 27 de abril- 2018 foi convidado o Diretor do Sindicato Metabase - Rafael Ribeiro Ávila, para falar sobre a situação dos funcionários da CSN. Rafael salientou que a CSN vai muito bem, em relação ao financeiro e não tem justificativa para as férias coletivas, que foi imposta aos funcionários da empresa.

Na 16° RO, de 22 de maio - 2018, Rafael voltou ao plenário, da CMC declarando sua indignação com a CSN, novamente, agora em relação a humilhações que os funcionários vêm sofrendo. Afirmou que 1.500 já foram demitidos e estão revoltados. Diante de sua análise o quadro configura um ataque direto aos direitos do cidadão congonhense, como trabalhadores, dentro de uma filosofia irresponsável da empresa que afeta a todos, política e economicamente.

Segundo Rafael a CSN orquestra um conjunto de ataques aos funcionários, com alterações nas jornadas de trabalho, com baixos salários, demissões arbitrárias e boicotes, sabendo que a mesma arrecadou no primeiro trimestre, deste ano, aproximadamente, R$1,5 bilhões.

Disse que convocou assembléia, na quinta-feira passada, através de edital, antecipadamente. Direito este garantido pela constituição, em conformidade com as leis regentes.

“E nesta assembléia a CSN extrapolou as práticas sindicais. Fez ameaças de demissões, não veladas, aos trabalhadores um dia antes e as 5h30, a empresa munida da guarda patrimonial, com cassetetes, que é uma arma branca intimidou trabalhadores, em torno de 600 que estavam presentes”.

“Não era o que acontecia, tradicionalmente, mas resolveram acionar a PM para vigiar os trabalhadores. Divulgamos isso nas mídias sociais. A PM não fez um movimento em favor dos trabalhadores e abrimos um BO, pelas ameaças e fatores permanentes que tem ocorrido. Depois desse conflito a empresa recuou e garantimos assembléia somente do turno”.

“A intenção da empresa era de retirar todos os ônibus que levariam os funcionários para suas áreas, para que não participassem da assembleia. Desviaram os ônibus por dentro da Mina Casa de Pedra ameaçando a segurança de mais de três mil trabalhadores, do turno”.

“Ontem na Reunião da Comissão de PLR - Programa de Participação nos Lucros e Resultados dentro do calendário de mobilização, a proposta inicial do sindicato para o pagamento dos trabalhadores seria de três salários mínimos, em torno de cinco mil”. O diretor do sindicato calculou seis mil trabalhadores vezes o valor de R$ 5 mil, que equivale o total de R$30 milhões. Disse que não é muito comparado ao que a CSN ganha, mas que a empresa impôs metade deste valor, parcelado.

“Percebo que são práticas que lembram a ditadura militar”, afirmou. Diante destes fatores relatados pediu apoio a Comissão de Direitos Humanos, da Câmara, para que convocassem uma reunião com o sindicato, a PM, a prefeitura, CSN e todos os setores envolvidos da sociedade.

Fonte: Rita Cordeiro/Assessoria de Imprensa/CMC

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