Barão de Paraopeba

por André Candreva publicado 15/03/2018 16h56, última modificação 15/03/2018 16h56

Romualdo José Monteiro de Barros, o barão de Paraopeba (Congonhas do Campo, c. 1756 — Minas Gerais, 16 de dezembro de 1855) foi um político brasileiro.

 

Foi presidente da província de Minas Gerais, de 10 de junho a 17 de julho de 1850.

 

Quarto filho do Guarda-Mor Manuel José Monteiro de Barros e de sua mulher Margarida Eufrásia da Cunha Matos.

 

Dedicou-se à mineração e à industria. Foi proprietário de rica lavra de ouro em Congonhas e ai fundou, em sociedade com dois irmãos (Lucas Antônio Monteiro de Barros, Visconde de Congonhas do Campos, e coronel José Joaquim Monteiro de Barros), a primeira fábrica (fundição) de ferro estabelecida na província.

 

Membro do segundo governo provisório de Minas Gerais, eleito a 23 de maio de 1823; fez parte do Conselho do Governo, de 1825 a 1829 e de 1830 a 1833; vice-presidente da província, com exercício a 10 de junho de 1850.

 

Coronel de Milícias, Cavaleiro da Imperial Ordem de Cristo e finalmente agraciado por decreto imperial de 2 de dezembro de 1854, com o titulo de Barão de Paraopeba. Título de origem toponômica, que levava o nome do rio Paraopeba onde possuía inúmeras propriedades.

 

Foi casado com Felizarda Constância Leocádia da Fonseca, filha de José Veríssimo da Fonseca e Ana Felizarda Joaquina de Oliveira. Deixaram os filhos:

 

  • Francisco de Paula Monteiro de Barros (1785-?), casado com Ana Carlota de Miranda
  • Antônio José Monteiro de Barros (1799-?), casado com sua prima Ana Helena de Sauvan Monteiro de Barros, filha do Visconde de Congonhas do Campo
  • Francisca Monteiro de Barros, casada com Lucas Antonio de Souza Oliveira e Castro
  • Maria José Monteiro de Barros, casada com José Cesário de Miranda Ribeiro, Visconde de Uberaba
  • Miguel Eugénio Monteiro de Barros (c. 1808-?), casado com Maria Eugénia de Sousa Breves
  • Margarida Eufrásia Monteiro de Barros (1818-1890)