Arte Religiosa

por André Candreva publicado 15/03/2018 15h44, última modificação 15/03/2018 15h44

Igreja de Nossa Senhora da Soledade

por André Candreva publicado 15/03/2018 15h39, última modificação 15/03/2018 15h39
Igreja de Nossa Senhora da Soledade

Igreja de Nossa Senhora da Soledade

A Capela de Nossa Senhora da Soledade, construída também na primeira metade do século XVIII, foi filiada inicialmente à Igreja de Ouro Branco.

 

A capela se transformou em Igreja, e nela se encontram entre outras de madeira e de gesso as imagens de Nossa Senhora da Soledade, Nossa Senhora das Dores, Santo Antônio e o Menino, São Joaquim de Bota, Nossa Senhora de Lourdes, São Sebastião, São Jorge, Sagrado Coração de Jesus e São Judas Tadeu.

Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição

por André Candreva publicado 15/03/2018 15h40, última modificação 15/03/2018 15h44
 Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição

seta Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição

A primeira metade do século XVIII ficou marcada em Congonhas como a época de intensa religiosidade, traduzida pela construção da maioria das Igrejas, que ainda hoje representam a fé de seu povo.

A Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição é parte dessa época e nela se encontram várias fases do barroco. Tem o frontispício de Aleijadinho e pintura dos melhores artistas mineiros da época. Foi elevada à categoria de Igreja em 06 de novembro de 1749. A fachada da Igreja Matriz foi construída em estilo jesuítico do século XVIII, com duas torres, frontais com voluta e sineira, ligadas ao corpo da igreja. No Portado, decoração representando a Arca de Noé e a Pomba Imaculada, figuras bíblicas de Maria Imaculada, pairando sobre o dilúvio do pecado.

A nave da Matriz de Nossa Senhora da Conceição é uma das maiores de Minas, e forma um só corpo, sem corredor, balaustrada em jacarandá. O grande número de imagens de santos, tanto na Igreja Matriz como em outras de Congonhas, enriquecem a composição dos altares, e comprovam a grande habilidade, fé e sensibilidade dos artistas que trabalharam no barroco mineiro. 

No altar lateral da Igreja Matriz, à esquerda, está a imagem de Nossa Senhora do Carmo, talhada em madeira, e no altar à direita uma imagem de Santana. Nos altares ao lado do arco se encontram a imagem de Nossa Senhora das Dores e a do Senhor dos Passos. 

Em outros altares, erguem-se belíssimas talhas, querubins assexuados, colunas salomônicas, folhas de parreiras. Ao fundo da Igreja estão as imagens de Cristo Flagelado "Ecce Homo" e da Nossa Senhora da Pedra Fria. No arco central, a coroa real e o escudo, sustentados por dois anjos, a indicar que a vigaria foi criada por decreto real, em 12 de fevereiro de 1734. 

No altar-mor se encontra a Imagem da Padroeira, Nossa Senhora da Conceição. Dos dois lados, as imagens de São Gerônimo e Santa Bárbara. E em cima do altar a imagem de São José e ao lado de todo o retábulo a representação da Santíssima Trindade. Santos e imagens, incrustados nos altares em meio às colunas decorativas, atlantis, rocalha e anjos em fino labor de talha, fazem da Matriz de Nossa Senhora da Conceição uma das mais belas igrejas de Minas.

Igreja do Rosário

por André Candreva publicado 15/03/2018 15h45, última modificação 15/03/2018 15h45
Igreja do Rosário

Igreja do Rosário

A primeira destas igrejas foi construída antes mesmo de os mineradores chegarem à região.

A Igreja do Rosário, a mais antiga de Congonhas, foi construída pelos escravos em fins do século XVII e conserva até hoje a singeleza daquela época.

A primeira metade do século XVIII ficou marcada em Congonhas como a época de intensa religiosidade, traduzida pela construção da maioria das Igrejas, que ainda hoje representam a fé de seu povo.

Igreja de Nossa Senhora Da Ajuda

por André Candreva publicado 15/03/2018 16h43, última modificação 15/03/2018 16h43
Igreja de Nossa Senhora Da Ajuda

Igreja de Nossa Senhora Da Ajuda

Por volta de 1750 era intensa a mineração em toda a região de Congonhas de Campo. Mineradores se embreavam pela mata cerrada em busca de ouro e erguiam nos arraiais seus templos de fé. 

 
A Igreja de Nossa Senhora Da Ajuda, no distrito do Alta Maranhão, foi construída em 1746. Seus quatro altares laterais guardam à direita as imagens de Santo Antônio, Nossa Senhora Aparecida, São Benedito, Santa Efigênia, São Pedro e Nossa Senhora Concebida.
 
À esquerda encontram-se as imagens de São Sebastião, Sagrado Coração de Jesus, São Francisco de Assis, Nosso Senhor dos Passos e São Roque. A sacristia possui ainda um altar com as imagens de Nossa Senhora das Dores e do Senhor dos Passos, além de um lindíssimo chafariz em Pedra Sabão. O altar-mor guarda a imagem de Nossa Senhora Da Ajuda.

Basílica do Senhor Bom Jesus de Matosinhos

por André Candreva publicado 15/03/2018 16h44, última modificação 15/03/2018 16h44
Basílica do Senhor Bom Jesus de Matosinhos

Basílica do Senhor Bom Jesus de Matosinhos

Através de peregrinações entre vales e montes, de igreja em igreja foi sendo tecida a história do município, iniciada por aqueles homens impregnados de pó de minério e de fé. De igreja em igreja chega-se ao alto do morro Maranhão onde o português Feliciano Mendes, na segunda metade do século XVIII, fincou uma cruz tosca, e dedicando sua vida ao Senhor Bom Jesus do Matosinhos, deu início à construção do Santuário. Feliciano Mendes fizera uma promessa para recuperar a sua saúde perdida após muitos anos de trabalho na exploração de jazidas de ouro. Atendido, deu início às obras em 1757 e dois anos depois já estava pronto todo o corpo da Igreja. Uma vez mais religiosidade e trabalho se confundiam. A capela se erguia pelas mãos de Feliciano, que com um pequeno oratório do Senhor Bom Jesus do Matosinhos recolhia esmolas e donativos para a construção. As mesmas mãos que num gesto de humildade recolhia tais donativos, foram hábeis o bastante para traçar a grandiosa concepção do Santuário. Não existe nos registros nenhuma indicação com a relação ao risco e planta do Santuário, mas tudo leva a crer que Feliciano Mendes teria traçado o desenho, conhecedor que era das igrejas do Bom Jesus do Matosinhos, perto da cidade do Porto, em Portugal. E porque também o primeiro ermitão de Congonhas do Campo era "oficial de pedreiro", profissão mencionada em seu termo de entrada para a Ordem Terceira de São Francisco de Vila Rica, em 11 de janeiro de 1760. A morte o surpreendeu, em Antônio Pereira, a 23 de setembro de 1765, sem ter ainda terminado a sua igreja, que tinha até então três altares. Sobre o altar-mor, a imagem do Senhor crucificado vinha de Portugal, deixava paga a promessa.

 

As obras do Santuário foram crescendo com o tempo e com o precioso trabalho dos melhores artistas da época. O Santuário de hoje, em sua excepcional grandiosidade foi fruto da imaginação e sensibilidade de nomes importantes, como Manoel da Costa Athayde, Francisco Xavier Carneiro e Aleijadinho.

 

Toda a concepção do Aleijadinho e sua execução dos Passos e dos Profetas do adro, dão ao santuário uma majestade excepcional. A adequação das estátuas ao espaço arquitetônico que elas ocupam é perfeita. Em Congonhas, o gênio de Aleijadinho se libertou e foi aqui, que ele deixou as maiores obras-primas de toda sua arte barroca.

Igreja de São José

por André Candreva publicado 15/03/2018 16h45, última modificação 15/03/2018 16h45
Igreja de São José

Igreja de São José

A Igreja foi erguida em honra de São José, cujo projeto arquitetônico é modesto, possuindo interior pobre, pois não contou com os benefícios do Ciclo do Ouro que ocorreu em Congonhas durante grande parte do século XVIII. 

 

O escritor Gomes Machado em sua obra “Reconquista de Congonhas”, refere-se à “graça ingênua desse resumo popular da São Francisco de Assis, de Ouro Preto, que é a Igreja de São José, pendurada em sua ladeira.

 

Sua construção se inicia no final de 1817 e só é concluída no final do século XIX. 

 

Está localizada na ladeira Bom Jesus e não possui tombamento pelo Patrimônio Histórico Nacional.

 

Os artistas que trabalharam na igreja foram: Álvaro Meneses, Geraldo Xavier e Rubens Ribeiro.

 

Segundo o Monsenhor Júlio Engrácia, a igreja possui belo frontispício com portada de pedra, desenhos trabalhados, frontão formado por volutas e outros elementos decorativos e torres redondas.

 

Em seu interior se destacam colunas toscanas, pouco comuns nas igrejas mineiras por entre as quais se vê o altar-mor com as imagens de Cristo Crucificado e de São José.

 

A nave da igreja é de pequena dimensão, sem ornatos e pouco ventilada. O medalhão do arco central foi pintado em 1915 por Rubens Ribeiro. Bem trabalhada lâmpada do Santíssimo fica à esquerda do medalhão.

 

O forro tem pintura de Álvares Meneses, de 1880, tem a cena de São José ensinando o Menino Jesus a rezar. Cena iconográfica rara, feita em paralelo com o quadro mais comum – a Senhora Santana com Maria sua filha. Vê-se também um Anjo mostrando um ostensório com a hóstia consagrada.

 

São dois os altares colaterais, com imagens de Cristo e de Maria Imaculada. Formam, com a imagem de São José, do teto, a Sagrada Família de Nazaré.

 

A capela-mor tem no vão central do altar-mor, a imagem de São José, a quem a igreja é dedicada, ocupa posição principal, acima do crucifixo do Senhor Jesus. Sob a mesa deste altar, há uma imagem jacente do Senhor Morto. Os nichos laterais eram ocupados pelas imagens de Santo Antônio e Santa Efigênia, desaparecidas. Foram substituídas por anjos de madeira, restaurados por Geraldo Xavier.

 

Anexo à igreja de São José existia uma escola para a educação de jovens, que era dirigida pela Congregação das Irmãs Marcelinas.

 

A congregação, de origem italiana, chegou a Congonhas no ano de 1940 com o apoio do Arcebispo de Mariana, Dom Helvécio Gomes de Oliveira e se instalaram em duas casas da Cúria Marianense próximas à Igreja de São José onde existiu o único colégio interno feminino congonhense. Foram 8 alunas internas durante o primeiro ano de funcionamento. Existiu também o externato, este com numerosos alunos.

 

Em 1945 o arcebispo de Mariana Dom Helvécio lhes fez uma proposta para construírem no terreno um grande colégio mas não chegaram a um acordo e em janeiro de 1946, para a tristeza dos moradores e alunas congonhenses, as Irmãs Marcelinas deixaram Congonhas.

 

Na década de 1950 funcionou no local o ginásio Clóvis Salgado até o início dos anos 1960.

 

 

Referências:

 

Livro Arte e Paixão – Congonhas do Aleijadinho – Fábio França – 2015

 

Roberto Candreva – Irmãs Marcelinas – Relato do Programa “Túnel do Tempo” da Rádio Congonhas – 2014.

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